Oi pessoal.
Visitando uma página na web, gostei deste texto porque explica direitinho o que eu sempre procuro realizar nas escolas em que o Felipe estuda, a integração família + terapeutas + escola. É muuuuito difícil, mas consigo uma adaptação aqui e outra ali... e quando não há mais diágolo ou interesse por parte da escola a única opção que me resta é mudar... de escola, é claro.
Sei que já postei outro texto sobre o mesmo assunto, mas informar é preciso... e vale a pena ler este também!
Beijo e até breve!
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X FRÁGIL NA ESCOLA
Já falamos muito em Inclusão Escolar em nossos artigos, portanto, não
vamos nos demorar acerca dos princípios de uma escola inclusiva que
todos já conhecemos (aquela que é acolhedora, alegre, estimuladora,
desafiadora, interessante, competente e que apresenta resultados). Mas,
vamos ressaltar a forma de interagir com o aluno com esse tipo de
síndrome.
Levando em conta que cada criança com SXF é diferente devido ao grau de severidade do caso:
1. Será preciso conhecer bem de perto sua família e o meio de onde o
aluno vem. Ela deve ser consultada quanto ao seu comportamento, às
capacidades que apresenta, os gostos e hábitos. Essas informações serão
úteis no convívio com a criança. A família deve ser respeitada e
apoiada.
2. O corpo docente precisa saber com o que e com quem está lidando,
portanto, antes que o período letivo comece será necessário reuni-lo
para as devidas orientações e os devidos esclarecimentos (aliás, isto
deve ser feito em todos os casos de inclusão). Os professores não podem
simplesmente receber um aluno para inclusão sem nem mesmo saber do que
se trata.
3. Os alunos da escola deverão receber esclarecimentos e orientações
sobre a síndrome, e deverão ser aconselhados quanto ao respeito e à
empatia necessários para um bom relacionamento com o aluno incluído,
proporcionando-lhe as necessárias condições sociais para o melhor
aproveitamento escolar possível.
4. A coordenadora pedagógica deverá convocar reuniões de planejamento,
no mínimo bimestrais, a fim de adequar o ensino à capacidade do aluno X
Frágil, estudando com os professores e oferecendo-lhes meios para
aprimorar sua didática e sua dinâmica de ensino.
5. Os pais dos demais alunos deverão ser esclarecidos quanto à filosofia
da escola e quanto à realidade do aluno incluído, a fim de que cresçam
com seus filhos no respeito às diferenças.
Na Sala de Aula
1. “Evitar salas e locais com mais barulho;
2. “Buscar o apoio dos colegas;
3. “Tratar de acordo com a idade;
4. “Abusar de recursos visuais, permitir uso de computador;
5. “Estimular a solicitação de ajuda e o pedido de instruções;
6. “Usar instruções curtas e simples;
7. “Permitir saídas estratégicas da sala.
Quanto ao Conteúdo
1. “Adaptar os conteúdos curriculares, com ajuda da equipe da escola;
2. “Fornecer material em sala pertinente às suas condições atuais de aprendizagem;
3. “Trabalhar conteúdos práticos para o seu dia a dia;
4. “Auxiliar a retirar da matéria o que é mais importante;
5. “Participação oral, sem necessidade de fotocópia.
Quanto à Avaliação
1. “Baseada no contexto social;
2. “Com ajuda de: colegas, professor, acompanhante;
3. “Provas orais com menos questões e com mais tempo;
4. “Solicitando trabalhos;
5. “Pelo progresso individual e com base em suas dificuldades reais”. (A INCLUSÃO ESCOLAR...)
Meu sincero desejo é que o sonho da inclusão seja uma realidade
constante em nossas escolas que se denominam cristãs. Se Deus assim
permitir, nos encontraremos novamente daqui a duas semanas. Até lá,
colegas!
Carinhosamente,
Charlotte
Referências:
Associação X Frágil do Brasil – AXFRA. Síndrome do X Frágil - Uma Síndrome com Simpatia. Disponível em: <http://www.bengalalegal.com/xfragil>. Acesso em: 11 outubro 2011.
SCHWARTZMAN, José Salomão. Síndrome do X-frágil. Disponível em: <http://www.schwartzman.com.br/php/ >. Acesso em: 11 outubro 2011.
LINHARES, Liz; JENDIROBA, Mirelli; MARCHETT, Simone E. A Inclusão Escolar do Portador da Síndrome do X Frágil. Disponível em: <http://www.neurogene.com.br/pdf/Inclusao-Escolar-do-Portador-da-Sindrome.pdf.
"Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar.
Bem aventurados os que compreendem que ainda que meus olhos brilhem, minha mente é lenta.
Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que eu deixo cair fora do prato.
Bem aventurados os que, com um sorriso nos lábios, me estimulam a tentar mais uma vez.
Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.
Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras os meus pensamentos.
Bem aventurados os que me escutam, pois eu também tenho algo a dizer.
Bem aventurados os que sabem o que sente o meu coração, embora não o possa expressar.
Bem aventurados os que me amam como sou, tão somente como sou, e não como eles gostariam que eu fosse."
* (Autor: Uma criança especial) *
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