"Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar.
Bem aventurados os que compreendem que ainda que meus olhos brilhem, minha mente é lenta.
Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que eu deixo cair fora do prato.
Bem aventurados os que, com um sorriso nos lábios, me estimulam a tentar mais uma vez.
Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.
Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras os meus pensamentos.
Bem aventurados os que me escutam, pois eu também tenho algo a dizer.
Bem aventurados os que sabem o que sente o meu coração, embora não o possa expressar.
Bem aventurados os que me amam como sou, tão somente como sou, e não como eles gostariam que eu fosse."

* (Autor: Uma criança especial) *

quinta-feira, 22 de março de 2012

Palestras... Inclusão mediada na Escola

Estou repassando...
Vale a pena!!






Medicação, x-frágil e autismo.

Olá!
Li esta matéria no blog http://caminhosdoautismo.blogspot.com.br e achei interessante divulgar aqui também. Só estou repassando.
Informação!


PSIQUIATRIA

CIENTISTAS TENTAM DESENVOLVER PÍLULA CONTRA O AUTISMO


Publicada em 02/02/2010 às 14h53m


http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/02/02/cientistas-tentam-desenvolver-pilula-contra-autismo-915763862.asp

Pesquisadores do Instituto da Mente, da Universidade da Califórnia, entre outros cientistas, estão tentando desenvolver uma pílula para aliviar sintomas de uma doença genética chamada síndrome do cromossomo X frágil, a causa herdada mais comum de atraso mental e uma das formas conhecidas de autismo.


Só nos Estados Unidos, estima-se que cem mil americanos sofrem dessa síndrome, e as indústrias farmacêuticas investem na pesquisa do novo medicamento.

- Estamos entrando numa nova era, a de reverter a deficiência intelectual - afirma o cientista Randi Hagerman, diretor do Instituto da Mente.


"Estamos entrando numa nova era, a de reverter a deficiência intelectual", afirma o cientista Randi Hagerman, diretor do Instituto da Mente.

A síndrome X frágil, mais comum em homens que mulheres, pode causar desde dificuldade de aprendizado a um problema cognitivo mais grave, além de dificuldades emocionais e de comportamento. O defeito genético interrompe uma das bases da aprendizagem: a forma como as células respondem a experiências formando conexões entre elas, as chamadas sinapses.

Nas pessoas com a síndrome, a sinapse não está danificada, mas é muito imatura para funcionar corretamente.


- O processo de aprender nessas pessoas é muito mais difícil, mas não impossível, porque a sinapse não apresenta um defeito importante - disse o pesquisador Stephen Warren, especialista em genética na Universidade de Emory, que descobriu o gene alterado do X frágil
.

Drogas experimentais, chamadas mGluR5 antagonistas, tentam fazer com que o cérebro se ajuste simplesmente bloqueando um receptor que tem papel importante nas sinapses debilitadas. O objetivo é reforçá-las para tornar o aprendizado mais fácil e o comportamento próximo ao normal. Esses estudos são preliminares e foram iniciados em adultos para descobrir possíveis efeitos secundários. Se esse fármacos funcionarem, qualquer ação será maior nos cérebros de crianças.


- Os cientistas estão seguindo de perto essas experiências porque apontam um caminho promissor para resolver também alguns tipos de autismo - disse a doutora Andrea Beckel-Mitchener, do Instituto Nacional de Saúde Mental. - A organização, junto ao grupo Fraxa, que representa pacientes, ajudou a financiar a investigação.

terça-feira, 20 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

CARTA MODELO PARA ENVIAR AOS 513 DEPUTADOS FEDERAIS

CARTA MODELO PARA ENVIAR AOS 513 DEPUTADOS FEDERAIS

Excelentíssimo Senhores Deputados Federais da República do Brasil,

A U T I S M O N O B R A S I L , U M G R A N D E D E S A F I O !
O B R A S I L P R E C I S A C O N H E C E R O A U T I S M O !

Solicitamos que seja APROVADO com a máxima URGÊNCIA o Projeto de Lei nº. 1631/11 que irá Instituir a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – TEA, por se tratar de um projeto de grande relevância para as famílias das pessoas com autismo em nosso país.
Os pais e familiares de pessoas com autismo, nos últimos anos, vem se organizando em defesa dos direitos das pessoas com autismo. É fato que em nosso país não existe diagnóstico precoce na rede pública de saúde básica, é fato que não existe tratamento multidisciplinar (que é o mais adequado para o tratamento), é fato que as famílias não recebem apoio psicológico adequado para enfrentar os desafios de ter um filho com autismo.
E qual a conseqüência da falta de políticas públicas específicas para as pessoas com autismo em nosso país? Basta que vejamos o que dizem os jornais e revistas a respeito:
- O Jornal extra, do dia 28 Ago 1999, com a matéria: "Fiz o que achava melhor", o repórter Eduardo Euler e Paulo Carvalho, retrataram o drama de uma doméstica de São Gonçalo/RJ que por não ter condições de tratar seu filho autista, ABANDONOU-O na porta do Hospital Psiquiátrico Pedro II no RJ.

- O jornal O Globo, com a matéria: "Os meninos do porão", de 16 jul 06, a repórter Soraya Agig acompanhou o drama de algumas famílias de pessoas autistas, no estado de São Paulo, que mantém seus filhos em CATIVEIRO por não terem acesso a tratamento público voltado para as pessoas autistas; com o título de capa: “Meninos do porão”, vemos a dura e vergonhosa realidade de famílias que vivem com seus filhos autistas enclausurados em suas casas, pois a falta de diagnóstico precoce e tratamento público específico fez com que eles se tornassem INCAPAZES para o convívio social;

- A revista Época, de n° 520, de 05 mai 2008, traz de forma contundente a matéria: “Autistas em cativeiro”. Esta matéria revela de maneira a não deixar dúvida alguma, sobre os bastidores de como o nosso país trata, ou melhor, não permite que o devido tratamento seja dado as pessoas autistas e aos seus familiares”.
O Secretário Geral da ONU, Ban-Kimoon, determinou que o dia 02 de abril de 2008 fosse comemorado como “Dia Mundial de Conscientização do Autismo. E segundo estatísticas americanas coletadas em dezembro de 2009, pelo CDC (sigla em inglês para Centers of Diseases Control and Prevention), órgão de controle de doenças do governo dos Estados Unidos, para cada 110 crianças nascidas 01 apresenta Transtorno do Espectro Autista (TEA). No mundo, segundo a ONU, acredita-se haver mais de 70 milhões de pessoas com autismo, e no Brasil possam existir quase 2 milhões de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.
O Brasil, no último dia 02 de Abril de 2011, assistiu a vários monumentos sendo iluminados de azul, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro foi um deles, como forma de chamar a atenção da população do país e do mundo para esse grave problema. E os responsáveis por esse movimento inédito no país foram os pais, familiares, amigos, e profissionais dedicados à causa das pessoas com autismo.
A convenção da ONU que trata sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência determina em seu Artigo 1º:

“Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.”

A referida Convenção da ONU já faz parte do ordenamento jurídico constitucional de nosso país, garantindo ainda mais o direito e o respeito às necessidades das pessoas com deficiência e considerando, dessa forma, que o autismo é uma deficiência.
Excelentíssimos Deputados, o assunto é muito grave, o Brasil não possui estatísticas para a síndrome do autismo, apesar de ter sido descoberto há mais de 66 anos (Drº Kanner, médico Austríaco erradicado nos EUA, que descobriu o autismo em 1944), em nosso país não existem pesquisas nos grandes centros Universitários em busca de soluções para a população. Desta forma o autismo continua desafiando a ciência, uma vez que, até os dias atuais, as grandes potências ainda não sabem a sua causa e/ou suas causas, contudo, eles desenvolvem métodos de tratamento que são aperfeiçoados ano após ano, visando estimular ao máximo as capacidades de suas crianças. É por isso que cresce em nosso país o desejo de pais, familiares, profissionais e amigos da causa pela aprovação do PL nº 1631/11, para que sejam implementadas políticas públicas em favor dos autistas. Este projeto de lei já foi aprovado no Senado Federal, e agora depende somente que os Excelentíssimos deputados compreendam a relevância desse projeto para os quase 2 milhões de brasileiros (as) com autismo, segundo estatísticas internacionais.
A falta dessas políticas fez com que a sociedade civil se organizasse nos últimos 12 anos, e buscasse junto às casas legislativas de nosso país, quer por meio de leis municipais já aprovadas (Lei 3.952/2011 - Barra Mansa/RJ e leis estaduais (Lei 10.553/2007 - Bahia e Lei 8.756/2009 - PB), quer por meio da justiça, com ações de Tutela Antecipada contra o Estado de São Paulo e contra o Estado do Rio de Janeiro, por não haver tratamento específico e diagnóstico precoce para as pessoas com autismo, inclusive com uma representação contra o Brasil junto à OEA, devido à demora da justiça do RJ em julgar a ação de Tutela Antecipada. As ações na justiça, as legislações municipais/estaduais e demais movimentos junto à sociedade visam:
1- O Diagnóstico Precoce na rede pública de saúde, ou seja, que seja implantado na rede de saúde básica, junto aos pediatras e aos outros profissionais que fazem o atendimento mãe/bebê, um inventário de diagnóstico precoce para que os profissionais identifiquem o quanto antes os sinais precoces para o autismo e, encaminhem para tratamento o quanto antes essas crianças;
2- O Tratamento Multidisciplinar, que é uma série de profissionais de várias áreas da saúde e da educação que irão montar estratégias para o tratamento da pessoa com autismo, e
3- O acompanhamento junto às famílias, pois precisarão de apoio psicológico para poder ajudar com mais eficiência os seus filhos.
Dessa forma, acreditando que Vossas Excelências compreenderão a urgência e a gravidade do tema, solicitamos mais uma vez que o Projeto de Lei nº 1631/11 seja aprovado o mais rápido possível para que tenhamos implantado no menor espaço de tempo em nosso país, a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e assim, possamos garantir aos brasileiros e brasileiras o direito de receberem o tratamento adequado, com equiparação de oportunidades, desfrutando plenamente de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais em igualdade de oportunidade com as demais crianças, reconhecendo a importância de se estimular a sua autonomia, estimulando ainda a sociedade para o respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas com deficiência como parte da diversidade humana e da humanidade, eliminando, sempre que possível, as barreiras atitudinais e ambientais que impedem a sua plena e efetiva participação na sociedade em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.

Atenciosamente,

Movimento Nacional de Pais, familiares, amigos e profissionais dedicados à causa da pessoa com autismo.
APADEM, MÃO AMIGA, ADEFA, CREATIVE-RJ, MOVIMENTO MUNDO AZUL.
"Uma Civilização será avaliada pelo tratamento que dispensa às minorias."
(Mahatma Gandhi)
"Autismo no Brasil, um grande DESAFIO!"
(Rafael Carvalho)

Palestras... Jornada sobre Neuroeducação


REPASSANDO!







terça-feira, 13 de março de 2012

O Mediador Escolar...

Informação, informação!
Beijos

* Estes itens foram descritos pela mediadora escolar Vanessa de Freitas Schaffel e pela equipe responsável pelo PROGRAMA PRIORIT (Aline Kabarite – Fonoaudióloga e Roberta Marcello – Psicóloga).


MEDIAÇÃO ESCOLAR

É papel do mediador escolar atuar nos aspectos:

Sociais /comportamentais,
Comunicação /linguagem,
Atividades /brincadeiras e/ou
Tarefas /conteúdos pedagógicos.


  • Atuar no ambiente escolar, dentro da sala e demais dependências da escola, e também nos passeios extras (fora da escola) que ocorrerem dentro do horário da mediação.
  • Ser assíduo e pontual, respeitando os horários, as regras e normas da instituição escolar onde faz a mediação.
  • Ser discreto e profissional evitando envolver-se em assuntos que não dizem respeito ao trabalho de mediação.
  • Lembrar sempre que o que ocorre no ambiente escolar deve ser compartilhado e discutido apenas com os profissionais envolvidos, equipe pedagógica e terapeutas responsáveis pela orientação.
  • Solicitar apoio e supervisão da equipe responsável sempre que sentir necessidade, evitando passar problemas e dificuldades pertinentes à mediação aos responsáveis.
  • Avisar com antecedência, sempre que possível, caso precise faltar para que a equipe terapêutica possa decidir junto à escola e aos responsáveis qual o procedimento indicado.
  • Vestir-se adequadamente, utilizando sempre roupas que possibilitem uma fácil movimentação; evitar usar saias, shorts, blusas decotadas, sandálias, sapatos com salto, relógio, anéis, brincos grandes, colares, pulseiras e unhas grandes que possam vir a machucar a criança.
  • Estabelecer um contato diário com o responsável (família), caso necessário utilizar uma agenda ou um caderno “leva e trás”, para que ambos possam trocar informações sobre o dia a dia da criança.
  • Entregar os registros semanais e mensais pontualmente, participando das supervisões, grupos de estudo e treinamentos com as terapeutas responsáveis.
  • Conversar com o professor explicando, sempre que necessário, os porquês dos procedimentos e intervenções realizados no ambiente escolar.
  • Entrar em contato com os terapeutas responsáveis caso perceba a necessidade de uma reunião extra com o professor ou equipe pedagógica.
  • Manter sempre a atenção da criança voltada para as ordens e informações dadas pelo professor.
  • Orientar o grupo de colegas da sala a não valorizar ou mesmo ignorar as estereotipias e outros comportamentos inadequados.
  • Atuar no momento da entrada ou saída escolar, direcionando a criança ao grupo e ensinando-a como se comportar naquele momento, estimulando o cumprimento da rotina e das ordens dadas pela professora.
  • Durante o recreio mediar à relação da criança com os seus colegas nas brincadeiras e situações sociais.
  • Dirigir-se com a criança ao banheiro, caso haja necessidade, auxiliando-a em seus hábitos de higiene promovendo assim maior independência e autonomia. Caso exista na escola um profissional específico para auxiliar os alunos nesse momento, o mediador estará apenas por perto, intervindo caso ocorra algum conflito ou dificuldade entre eles.
  • Manter-se sempre junto ao grupo e ao professor de sala, cumprindo, dentro do possível, toda a rotina e as atividades pedagógicas.
  • Atuar em parceria com o professor dentro de sala de aula.
Situações de mediação:

Sociais / Comportamentais

Mediar às situações sociais ensinando a criança como participar, compartilhar e interagir no grupo.

Minimizar a tendência da criança ao isolamento social, facilitando sua interação.

Ensinar a criança a abordar o outro na tentativa de interação, estimulando o contato visual e a utilização dos cumprimentos usuais.

Desviar a atenção da criança das manias, rituais e atividades repetitivas e estereotipadas.

Intervir adequadamente nas reações comportamentais drásticas diante de mudanças na rotina ou no ambiente escolar.

Ensinar a criança a olhar para o grupo e a observar o comportamento das outras crianças estimulando a imitação. O mediador pode direcionar o olhar da criança apenas falando ao seu ouvido ou mesmo virando seu rosto e corpo delicadamente para onde estão os outros.

Observar detalhadamente cada situação, com o objetivo de prevenir comportamentos inadequados, antecipando verbalmente ou através de informações visuais o que vai acontecer.

Minimizar e intervir em situações que causam desconforto sensorial, explicando o ocorrido.

Ensinar a criança a se acalmar, e, caso necessário, levá-la a um ambiente mais tranqüilo.

Usar histórias ou representações para explicar soluções e possibilidades de ações em situações sociais específicas.

Estimular a empatia, o vínculo e o prazer no convívio social.

Encorajar a criança a solicitar ajuda do professor ou dos próprios colegas.

Evitar o acesso aos objetos ou materiais que fazem parte dos interesses restritos da criança e que a afastam do grupo ou das atividades propostas.

Aproveitar, dentro do possível, os interesses restritos da criança tornando-os uma fonte motivadora de contato social.

Tornar a vida da criança previsível através da estruturação de rotinas, reduzindo o imprevisível que muitas vezes geram birras e/ou comportamentos inadequados.

Organizar, sempre que necessário, a seqüência das atividades diárias através de informações visuais (cartões com fotos, desenhos ou imagens) para reduzir o nível de ansiedade da criança.

Ensinar noção de tempo, utilizando um relógio, um calendário de fácil compreensão ou a através da própria organização da rotina.

Sempre que possível, ensinar a criança a se colocar no lugar do outro, refletindo também sobre o pensamento e os sentimentos das pessoas.

Estimular a criança, após uma situação de conflito, a refletir como o seu comportamento ou atitude atingiu o grupo, um colega ou professor especificamente, orientando-a a pedir desculpas, caso haja necessidade.

Estimular a criança a refletir sempre sobre estratégias alternativas para resolver determinada situação.

Ensinar as habilidades sociais de como se apresentar, como pedir algo e como se expressar em determinadas situações sociais.

Oferecer o reforço positivo (verbal ou gestual) sempre que a criança apresentar um comportamento correto e adequado.

Ignorar, corrigir ou redirecionar um comportamento incorreto ou inadequado. Sempre que necessário dizer para a criança o que se espera dela em cada situação.

Auxiliar a criança no desenvolvimento de sua autonomia, iniciativa e compreensão daquilo que está fazendo ou do que precisa fazer.

Comunicação / Linguagem

Estimular o apontar e o olhar para o que o outro aponta ou fala.

Estimular a imitação dos movimentos, sons e atividades.

Estimular o “triangular do olhar”, ou seja, olhar para a pessoa e para o objeto de que se fala, alternadamente.

Traduzir, caso necessário, as informações auditivas (ordens verbais) em informações visuais, apontando ou mostrando figuras ou objetos relacionados com que foi dito.

Partir as informações auditivas em pequenas informações.

Em mudança de rotina ou situações novas utilizar fotos e explicações para ajudar a criança entender melhor o que irá acontecer.

Ajudar a criança a modificar em seu discurso o uso da terceira para a primeira pessoa.

Organizar o discurso da criança de acordo com o contexto.

Direcionar a atenção da criança para quem fala ou para as atividades que estão sendo realizadas.

Ensinar a perceber a linguagem corporal e as expressões faciais.

Utilizar recursos visuais para ensinar a perceber as emoções.

Ensinar marcadores para iniciar ou terminar uma conversação.

Fazer a criança perceber como seus comentários podem ser mal interpretados pelo outro.

Explicar metáforas e expressões idiomáticas de acordo com o contexto.

Ensinar como modular seu discurso de acordo com ritmo, intensidade e tom.

Fazer com que a criança perceba quando seu discurso se torna pedante.

Facilitar a conversação aproveitando assuntos que fazem parte dos interesses restritos da criança.

Explicar para os colegas e professores que, por vezes, o tempo de resposta, aprendizagem ou de ação da criança é diferente, mas que todos podem ajudar com paciência e persistência.

Atividades / Brincadeiras

Estimular o interesse por brinquedos ensinando à criança a brincar de forma funcional e adequada.

Brincar falando o que está fazendo e o que pretende fazer.

Estimular os jogos do tipo “faz-de-conta”.

Estimular o brincar fazendo inicialmente, se possível, a mesma coisa que a criança estiver fazendo e aos poucos direcionando ao grupo.

Ensinar a criança a ser flexível, aceitando novas situações e brincadeiras.

Estimular a participação de jogos competitivos, ensinando-a a ganhar e perder nas diferentes situações de disputa.

Explicar aos colegas que muitas vezes aquela criança quer brincar, mas que não sabe como fazer.

Aproveitar as crianças que tem maior vínculo afetivo de sua turma para estimular a interação, sempre com a participação do mediador.

Tarefas / Conteúdos pedagógicos.

Solicitar, logo no início do ano letivo, o calendário escolar e o planejamento pedagógico.

Conhecer o projeto pedagógico e a metodologia da escola em questão.

Pedir ao professor o planejamento semanal das atividades e conteúdos pedagógicos, para que o mediador possa adaptá-los às necessidades e possibilidades da criança.

Dentro do possível, preparar com antecedência os recursos pedagógicos que se fizerem necessários para uma melhor compreensão por parte da criança, do que será trabalhado em sala de aula.

Ajudá-lo a ter iniciativa solicitando ajuda do professor quando não estiver entendendo um determinado exercício ou explicação.

Ser capaz de improvisar um recurso para um conteúdo ou tarefa que estiver além da possibilidade de compreensão daquela criança.

Discutir com a equipe pedagógica e terapêutica responsável a necessidade de adaptação dos conteúdos pedagógicos.

Buscar sempre estimular a criança diante das atividades pedagógicas fazendo-a se sentir motivada para a aprendizagem.

Quando necessário, adaptar provas em relação ao conteúdo, formatação ou quantidade de exercícios, com a participação da equipe terapêutica e pedagógica.

Auxiliar nos exercícios e provas quando necessário.

segunda-feira, 12 de março de 2012

ASPECTOS QUE EDUCADORES E PAIS DE MENINOS COM X FRAGIL DEVEM CONSIDERAR

Li este texto na web. Quanto mais informação, melhor!
Beijos!

PAUTAS GERAIS DE TRATAMENTO
Gema López Pérez
Carmen Monsalve Clemente
Centro Leo Kanner (APNA) - Madri

ASPECTOS QUE EDUCADORES E PAIS DE MENINOS COM X FRAGIL DEVEM CONSIDERAR

1-. Contato ocular.
A aversão inicial a estabelecer e manter contato ocular deve-se à hipersensibilidade a estímulos sensoriais e, em alguns casos, à desconexão com o meio.
Apesar deste ser um fator fundamental para o acesso ao aprendizado, não se deve obrigar a criança a nos olhar diretamente nos olhos, devendo-se , antes, que o faça de forma indireta através de jogos interativos ou atividades que sejam bastante motivadoras. Por vezes constatamos que existe algum tipo de resposta, mesmo que ela não esteja nos olhando.

2-. Problemas de integração sensorial.
A criança apresenta dificuldades para organizar e entender os estímulos do mundo externo, sejam eles auditivos, táteis ou visuais. Por isso, devemos controlar os estímulos aos quais está exposta : ruídos, música, cores, luzes ou contato físico, especialmente quando são novos para ela , e ir introduzindo-os em suas atividades paulatinamente. Essa rejeição inicial não nos deve levar a pensar que ela não vai desfrutar dessa atividade ou desse estímulo depois que estiver familiarizada com ele.

3-. Necessidade de estruturação e antecipação.
Dada sua dificuldade para se organizar e, portanto, para planejar suas atividades, é importantíssimo oferecer um ambiente estruturado e previsível. À medida que a criança vai conhecendo as características desse ambiente será possível antecipar o que vai ocorrer , tornando menos provável a rejeição das atividades que forem propostas.

4-. Uso de material gráfico.
Reter a informação puramente verbal é difícil. Por isso, devemos apoiar-nos em material gráfico (fotos, desenhos ou pinturas), que tem uma continuidade no tempo e no espaço, como instrumento básico para o ensino. Com ou sem linguagem verbal, esse material é uma ferramenta valiosíssima para a criança estruturar seu tempo e se comunicar, seja para pedir algum objeto , para pedir que se faça algo ou para comentar algo que tenha acontecido.
Por exemplo, podemos fazer o planejamento do dia no colégio mediante uma seqüência de fotos ou de desenhos que mostrem as diferentes atividades que vão ser realizadas.

5-. Atenção e Concentração.
Sua atenção é inicialmente débil e a quantidade de estímulos que lhe parecem interessantes é reduzida porque sua capacidade de se concentrar numa tarefa é mínima. Deve-se partir dos estímulos que lhe parecem atraentes para começar a trabalhar, sendo assim possível aumentar os períodos de atenção. Pouco a pouco deve-se introduzir estímulos novos, intercalando-os com outros já conhecidos e motivadores. Em um primeiro momento, o tempo dedicado a cada atividade deve ser muito reduzido sendo aumentado progressivamente. Deve-se permitir momentos de descanso entre uma atividade e outra.
Em função dessas dificuldades da atenção, deve-se limitar também as distrações ambientais, sem que isso implique um empobrecimento do ambiente.
Para aumentar os períodos de atenção e concentração podem ser úteis os exercícios prévios de integração sensorial , que englobam tanto atividades de motricidade grosseira (das quais a criança participa ativamente deslocando objetos pesados, saltando etc.) como atividades de organização sensorial (massagens, pressão nas articulações etc.) realizadas pelo professor.

6-. Movimentos estereotipados.(abanar as mãos)
Podem estar relacionados com a ansiedade ou com a falta de sentido das próprias ações da criança. Não devem ser atacados diretamente , a menos que constituam um perigo físico. Irão diminuindo à medida que a criança se veja envolvida com atividades funcionais e motivadoras e na medida em que sua vida vá se tornando mais cheia de sentido. No entanto, muitas vezes estão fortemente arraigadas e, além disso, deve-se levar em conta que cumprem uma função de descarga de ansiedade.

7-. Hiperatividade.
Está diretamente relacionada com os problemas de atenção e concentração e há um período de particular intensidade na primeira infância. O exercício físico freqüente, especialmente os jogos aquáticos, brincadeiras com movimentos , passeios etc., contribuem para acalmar a criança de maneira significativa. À medida que vai adquirindo pautas de atenção, sua hiperatividade será reduzida.

8-. Recusa sistemática diante de estímulos novos.
É provável que a criança se oponha, as vezes com muita angústia, a realizar uma nova tarefa, mesmo que esteja dentro de suas possibilidades. Sua ansiedade diminuirá se a nova atividade for apresentada inicialmente de forma gráfica. Deve-se manter uma atitude firme e carinhosa, porém insistindo-se para que realize os primeiros passos. Se isso não for feito, suas experiências ficarão seriamente limitadas. Uma vez vencido esse temor inicial , ela terá prazer em realizá-la.

9-. Comunicação e Linguagem
É fundamental que a criança se sinta inclinada a comunicar seus desejos e necessidades, independentemente da capacidade verbal que possua. As condutas de isolamento, quando existem, podem ser reduzidas oferecendo oportunidades para interações prazerosas (mediante atividades que se saiba serem do agrado da criança) e respondendo prontamente a seus sinais comunicativos, seja qual for o meio empregado.
Podem estar presentes dificuldades de diversas ordens no desenvolvimento da fala, o que faz com que, muitas vezes, a compreensão verbal seja muito maior que a capacidade expressiva.
Um dos desafios mais importantes que surgem quando essas crianças se põem a falar é o de planificar a seqüência de sons de maneira a formar palavras e frases (controle oro-motor voluntário) . Também existe dificuldade para pronunciar com clareza e falar em uma velocidade adequada.
Uma forma de ajudar é apresentar a informação de forma visual ou gestual , além de verbalmente, permitindo que utilizem todos esses meios para iniciar, manter e recuperar suas interações (aproximação multissensorial da comunicação).
Também é muito útil realizar tarefas de ritmo e imitação de movimentos com todo o corpo, movimentos que podem ser acompanhados por sílabas ou palavras.
A sucessão correta dos sons nas palavras também pode ser acompanhada de forma gráfica. Se a criança se comunica mediante palavras isoladas, pode-se marcar cada sílaba com um cartão ou com um determinado sinal gráfico (um adesivo, por exemplo) fazendo com que a criança vá apontando cada sinal à medida que pronuncia as sílabas.
Se ela não constrói frases de mais de uma palavra, pode-se ajudá-la a pronunciar a seqüência completa em uma velocidade adequada fazendo “trens gráficos de palavras”, colocando cartões (um para cada palavra) da esquerda para a direita.
Em estágios mais avançados do desenvolvimento da linguagem é provável que seja necessário ajudá-la a regular a rapidez e a aumentar a fluidez de sua fala.
Deve-se sempre estimular o uso adequado da linguagem em conversas, pois têm a tendência para não manter o tema sobre o qual está se falando ou a perseverar diante de determinados tópicos.
Apresentam freqüentemente problemas relacionados à mobilidade e tonicidade dos músculos oro-faciais, e podem manifestar uma certa hipersensibilidade nessa área. Em geral, mostram-se úteis os exercícios de lábios e língua, introduzidos , sempre que possível, no contexto de brincadeiras (encher bolas de gás, fazer caretas, fazer massagens no rosto enquanto canta alguma canção etc.). A excessiva sensibilidade na região deve ser vencida pouco a pouco. Tocar o próprio rosto e o interior da boca pode ajudar a criança a tolerar que outras pessoas o façam .

10. Habilidades de imitação.
Possuem boa capacidade de imitação, o que deve ser utilizada como instrumento de aprendizado, especialmente no que se refere à área social. Daí a importância de compartilharem atividades com outras crianças em situações normais.
São pessoas que, apesar de poderem apresentar condutas de isolamento e excessiva timidez, conseguem estabelecer vínculos afetivos fortes e estáveis com aqueles com quem convivem.

BIBLIOGRAFIA EM ESPANHOL
El Síndrome X Frágil. Material educativo de la Fundación Nacional del X Frágil de Estados Unidos.
Colección Rehabilitación. Ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales. IMSERSO. Madrid 1997.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mediação Escolar

Precisa-se de 
Mediadora


Urgente


Turno da tarde (13:00 às 17:00)

Turma de alfabetização - 1º ano

Colégio SEF Vilage (ao lado do centro comercial)
Ilha do Governador

Remuneração de R$ 400,00

Contato: 3367-3634 / 8884-5190


"Carinho e dedicação é essencial para a educação."


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