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Do G1, em São Paulo. 11/04/2012 19h43 - Atualizado em 11/04/2012 19h43
Síndrome que pode levar ao autismo é revertida em ratos nos EUA
Síndrome do X Frágil é a forma mais comum de deficiência mental herdada.
Inibidor de neurotransmissor usado em ratos diminuiu sintomas da doença.
O estudo, publicado nesta quarta-feira (12) na revista científica "Neuron", descreve que foi possível reverter a síndrome em camundongos adultos, após os sintomas já terem sido estabelecidos.
Pacientes com a doença sofrem de um complexo conjunto de sintomas neuropsiquiátricos de gravidade variável, que incluem ansiedade, hiperatividade, déficit de aprendizado e memória, além de baixo QI (coeficiente de inteligência), dificuldade de comunicação e convulsões.
Estudos anteriores sugeriram que inibir o funcionamento de um receptor cerebral chamado "mGlu5" pode ser útil para melhorar muitos dos sintomas principais da doença.
O novo estudo liderado por Lothar Lindemann, do F. Hoffmann-La Roche Ltd, e por Mark Urso, do grupo do Instituto Picower para a Aprendizagem do MIT, usou um remédio que age exatamente para inibir a função dessa área do cérebro para analisar se poderia reverter os sintomas da síndrome.
"Descobrimos que, mesmo quando o tratamento foi iniciado em ratos adultos, reduziu uma grande variedade de sintomas da síndrome do X Frágil, incluindo a aprendizagem e déficit de memória e hipersensibilidade auditiva, bem como as alterações morfológicas e anomalias de sinalização característicos da doença", relata Lindemann.
Embora a droga não esteja sendo desenvolvida para os seres humanos, os resultados têm significado para os portadores da síndrome, segundo os pesquisadores.
"As implicações mais importantes do nosso estudo são de que muitos aspectos da síndrome do X frágil não são causados por uma ruptura irreversível do desenvolvimento do cérebro, e que [essa] correção [na função do receptor] pode proporcionar benefícios terapêuticos generalizados", explica Mark Urso.
Os pesquisadores concordam ainda que o trabalho pode lançar luz sobre tratamento da síndrome do X Frágil em humanos no futuro.
"Vai ser de grande interesse ver se o tratamento da síndrome do X Frágil em pacientes humanos podem ser tratados de form e magnitude semelhantes como foi sugerido por nossos dados pré-clínicos", concluem Lindemann e Bear.
"Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar.
Bem aventurados os que compreendem que ainda que meus olhos brilhem, minha mente é lenta.
Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que eu deixo cair fora do prato.
Bem aventurados os que, com um sorriso nos lábios, me estimulam a tentar mais uma vez.
Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.
Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras os meus pensamentos.
Bem aventurados os que me escutam, pois eu também tenho algo a dizer.
Bem aventurados os que sabem o que sente o meu coração, embora não o possa expressar.
Bem aventurados os que me amam como sou, tão somente como sou, e não como eles gostariam que eu fosse."
* (Autor: Uma criança especial) *
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2 comentários:
Sr, Melissa, boa noite, meu nome é Sergio, moro em Campo Grande - RJ, tenho um filho portador da SXF, com 4 anos.
Gostaria do seu contato, para que possa me orientar com relação aos profissionais que possam me ajudar.
Grato.
Olá Sérgio.
No Rio não há muitos lugares que conheçam ou tratam a síndrome. O único lugar que sei que conheçam e fui atendida lá, é o Pedro Ernesto, fica na UERJ, próximo ao Maracanã.
Outros lugares para terapias você vai até encontrar, mas são focados no Autismo.
No site da Associação do X-frágil do Rio tem a Psiquiatra Ruthi Rissin, foi ela que me orientou no começo de tudo. Ela trabalha lá na Uerj.
Espero ter ajudado,mesmo que com muuuuito atraso. rsrsrs
Beijo
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