Especialmente no atendimento da área intelectiva, é recomendável que procedimentos, metodologias e recursos sejam adaptados - e até criados - para desenvolver mais intensamente as áreas mais fortes e minimizar as áreas mais prejudicadas, presentes nos indivíduos com X-Frágil, conforme descrições já disponibilizadas por tais pesquisas.
Os recursos de informática em multimídia, por exemplo, pode ser adaptados para enfatizar e facilitar a via de estimulação visual (gráfica/animada) e auditiva que essas pessoas necessitam para melhor desenvolver suas aprendizagens. A utilização do computador tem sido enfatizada, a partir de experiências terapêuticas e educacionais realizadas tanto na área da linguagem (fala/leitura/escrita) como no desenvolvimento das habilidades de raciocínio.
O que se persegue, portanto, são estudos e pesquisas que sinalizem procedimentos e recursos cada vez mais específicos para as pessoas afetadas pela SXF. Busca-se o diagnóstico, o tratamento mais precoce e especializado possível da doença. Objetiva-se mediar, intensa, metodica e continuamente o desenvolvimento máximo do potencial de inteligência e de aprendizagem disponíveis em cada indivíduo afetado.
Às pessoas afetadas pela SXF, deve-se propiciar e facilitar as aprendizagens escolares e ocupacionais que possam atingir, estimulando tanto a aquisição de habilidades mentais como a adoção de condutas adequadas para sua inserção digna na sociedade.
Conforme citação veiculada pela Associação Síndrome X Frágil do Uruguai, "o melhor prognóstico, mais que o diagnóstico, é a capacidade de aprendizagem e evolução que toda pessoa tem".
Fonte: http://www.portalsaudebrasil.com/index.php?option=com_content&view=article&id=628:o-que-e-sindrome-do-x-fragil-&catid=81:psicologia&Itemid=220
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Comentando:
O computador tem sido um grande aliado para o Felipe.
Desde muito pequeno, com 4/5 anos, eu havia percebido o interesse dele pela máquina e sua facilidade em usá-la, daí então explorei ao máximo ampliando seu vocabulário e concentração. Ele já frequentava a escola desde os 2 anos e por isso já conhecia as letras.
Fiz um documento no word com várias figuras, cada pasta um tema: móveis da casa, cômodos, objetos, frutas, brinquedos... Então digito o nome da figura, leio, ele repete, e em seguida digita com minha ajuda (vou soletrando), numa 2ª vez, digita sozinho. Fazia isso todos os dias.
Claro que ele não acertava, depois de um tempo, acertava apenas palavras como uva, boi, lua... Pois o x-frágil lê a palavra como um todo, como uma imagem. Daí quando a separamos em sílabas ou letras, eles se confundem. Quem via, achava que ele sabia ler, mas sabia que era uma leitura incidental. Como quando quaisquer criança ler rótulos/embalagens. "coca-cola", por exemplo.
Esta era a única atividade em que ele se concentrava e ficava sentado até 30/40 minutos sem se irritar ou desestruturar. Depois que aprendeu a usar o youtube (apenas me vendo usar), hummm, não consigo tanto tempo assim. Rsrsrs...mas insisto sempre, o aprendizado não pode parar!
Beijos.
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